sexta-feira, 10 de junho de 2011

AQUARELAS

Descreveste um sentimento naquela tela maravilhosa escondido nos traços daquele retrato.Por um acaso passei pelo ateliê e me surpreendi; lá estava exposto ao canto aquele quadro...um pouco que esquecido, abandonado aos olhos dos visitantes. Se não surpreso, fiquei estático...paralisado...mas feliz! Acreditei ser aquele o meu rosto, porem mais novo, mais atrevido e menos responsável; nele colocaste um sorriso...um sorriso sádico, sem compromisso e um pouco indiferente ...um sorriso que nunca foi meu! Pintaste meus olhos sem o brilho que lhes é peculiar de um jeito desinteressado. Minhas pálpebras um pouco caídas por sobre os olhos e a testa enrugada me deixam um pouco triste e as mãos ao queixo para mim tem significados interessantes; carencia de amor, de um cafuné, de um abraço demorado, de amizades verdadeiras e leais, de sentir o coração bater por alguem, de...coisas, coisas pessoais de que nem devo falar...  Pude notar que nos demais quadros não havia vibração, uma ardência que é própria em quem pinta e tudo parecia ter siso feito com tinta congelada, sem vida alem de não existir o belo que encanta e seduz.
O  que eu quero é esquecer as nossas brigas,agarrar-te pelos braços, jogar-te no colo, rasgar esse retrato que talvez nem seja meu, enfiar o pé na estrada e levar-te aos meus tempos de criança a apresentar-te os meus rios de cachoeiras brancas e barulhentas,  meus pássaros cantadores, meus seresteiros sonhadores,  minha gente de sorriso fácil, meus campos de capins dourados  em minha terra natal que empolga que vivra, que mexe com a gente...encanta e conquista o coração de quem chega. Sentar-te a beira de meus riachos, entregar-te aos olhos o que de mais belo ainda há.

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